Eu sei que é sempre assim - longe dela imagino mil versos que não fiz mas que ainda hei de compor,
perto dela, - meu Deus!... Lembro mais um menino que esquecesse a lição diante do professor...
Penso, que a minha voz terá sons de violino enchendo os seus ouvidos de canções de amor, - e hei de deixá-la tonta ao vinho doce e fino dos meus beijos, no instante em que minha ela for...
Ao seu lado, no entanto, encabulado, emudeço, e se os seus lábios frios, trêmulos, se calam, eu, de tudo, das cousas, de mim mesmo, esqueço...
E ficamos assim, ela em silêncio... Eu mudo...
Mas meus olhos, nem sei... Ah! Quantas cousas falam"
e seus olhos, seus olhos!... Dizem tudo, tudo!
(Poema de J. G. de Araujo Jorge)
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